«Carta do Brasil. Três vezes nove», 2-III-1972, p. 32.

«Balanço do ano – cinema 2009», 30-XII-2009.

“Num ano marcado pelo regresso em força do relevo (a incursão de James Cameron pelo 3D foi, para todos os efeitos, o grande acontecimento mediático de 2009), mas igualmente pela proliferação do irrelevante, importa relevar, pelo segundo ano consecutivo, um filme que as salas nacionais não quiseram (ou não souberam) acolher. Falamos, claro está, de [...]

«Balanço do ano – cinema 2009», 30-XII-2009.

“A média etária dos autores dos melhores filmes de 2009 está perto dos 60 anos. Nenhum tem menos de 40, e há três filmes dirigidos por homens que já dobraram o cabo dos 70. Se não contarmos com Pete Docter – que trabalha no campo muito particular do cinema de animação -, o mais jovem [...]

«Balanço do ano – cinema 2009», 30-XII-2009.

“O cinema de Hollywood mostra-nos, mais uma vez, que recupera a força perante alguns (breves) tempos de desânimo, afirmando-se com frequência com a sua força e, este ano, com quatro soberbos filmes marcados pela energia pletórica de autores que, mais do que mestres, se mostram apaixonados pelo cinema: Eastwood, Mann, Tarantino e Bigelow. Coppola é [...]

«Balanço do ano – cinema 2009», 30-XII-2009.

“Os anos passam e é cada vez mais difícil trazer a estas listas um ‘cinema novo’, um novo nome que dê alento e se imponha verdadeiramente como descoberta. Ao nível do cinema europeu, o catalão Albert Serra (“O Canto dos Pássaros”) consegue ser excepção, enquanto o israelita Ari Folman, embora não seja nenhuma criança, deu [...]

«Um grande e horrível crime», 30-XII-2009.

“2009 teve alguns dos mais execráveis filmes portugueses de sempre. Com dezanove longas-metragens em estreia nas salas, 2009 teve uma produtividade fantástica. Com Pedro Costa a tornar-se uma coqueluche internacional (retrospectivas na Tate Modern, em Londres e em Madrid, as principais revistas internacionais a dedicarem-lhe desusada atenção, edições em DVD em Espanha, Inglaterra, Estados Unidos, [...]

«O digital liberta?», 30-XII-2009.

“O cinema prepara-se para enfrentar uma transformação tecnológica e económica profunda. Não é possível, até porque a memória ainda está bem viva, falar do ano cinematográfico de 2009 sem passar pelo fenómeno “Avatar”. Fala-se de um ‘cinema do futuro’ a propósito deste novo 3D em relevo que obriga o espectador a usar aqueles óculos de [...]

«Bobby Cassidy – Counterpuncher», 26-II-2010.

“Bobby Cassidy é, conforme este filme dá a ver, um homem de muitas vidas, combates e lugares, da infância da qual não guarda recordação decente ao mundo do boxe, onde foi – quase, quase – um grande campeão, ao descaminho posterior, cobrador de dívidas por conta do submundo, que o conduziu à cadeia. E, depois, [...]

«Cinerama», 11-III-2010.

“”Cinerama” recusa qualquer identificação naturalista à custa de um registo grotesco e de comédia negra. Só isso explica que três justiceiros de olheiras até aos tornozelos, decididos a vingar o suicídio de um amigo, invadam a empresa onde este trabalhava com o auxílio de um segurança simpático -que até sai de cena para ir à [...]

«A gaiola do meu lar», 2-IV-2010.

“Chegam às salas dois dos filmes portugueses mais importantes de 2009: “Ruínas”, de Manuel Mozos e “Canção de amor e saúde”, Curta de João Nicolau. Ainda não tínhamos reparado no cartaz de “Ruínas” que anda aí colado pelas paredes, um pouco por toda a Lisboa. Não procurámos saber se esse cartaz só agora foi feito [...]

«Ruínas», 10-IV-2010.

“Na imagem há lugares devastados, enquadrados com uma minúcia de esteta – quer dizer, esplendidamente fotografados, para que do lugar não se veja apenas a devastação, também a beleza. Por cima, Mozos solda fragmentos de textos, ou música, ou sonoridades, ou isso tudo junto, para que, de repente, se perceba que a devastação tem uma [...]

«Pare, escute e olhe», 10-IV-2010.

“As intenções de “Pare, Escute, Olhe” são boas, mas este filme não é filme que baste. Acho, até, que não é um filme, mas uma reportagem televisiva insuflada para parecer um documentário, inchada para uma duração injustificável – e, no entanto, teve vários prémios na última edição do festival DocLisboa. É que, quando Pelicano filma [...]

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.